Marcos Avellar - Estado de Minas
Joaquim Nogueira, que ficou conhecido por seu talento artístico, trocou a agitação de BH pela região nobre de Porto Seguro em 2007
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Apesar de ter nascido numa tradicional família do interior mineiro, Joaquim Nogueira decidiu transpor os limites de Sete Lagoas, na Região Central de Minas, a 70 quilômetros da capital, onde nasceu, e mostrar ao mundo sua sensibilidade por meio da arte. Formado em desenho industrial, seu talento foi mesmo para a moda, que descobriu depois de passar uma temporada em Paris, na França, ainda na década de 1970. De volta à Belo Horizonte, já nos anos 1980, onde fixou residência, ficou famoso como estilista, que aliava o sofisticado ao simples. Sua infância e adolescência nas fazendas da região de Sete Lagoas ficaram impregnadas nas peças criadas por Joaquim, que utilizava o couro como matéria-prima. |
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Ele chegou a fazer um programa sobre moda numa emissora de alcance nacional, mas cansado da grande cidade, resolveu há cerca de três anos comprar uma pequena casa em Arraial D’Ajuda, transformando-a em ateliê. Ali, continuou a pintar e a produzir artesanato e bijuterias.
Sobre seu assassinato, ainda cercado de mistérios, a própria família tem poucas informações e aguarda mais detalhes sobre o translado do corpo, que está sendo providenciado por um amigo que estava em temporada na Bahia. A previsão é que ele chegue a Sete Lagoas ainda hoje. “Estamos todos chocados com a notícia da sua morte”, disse uma tia de Joaquim, Erminta Carvalho. Apesar de manter pouco contato com a família, frequentemente, Erminta recebia notícias do sobrinho. “Sei que ele estava muito bem na Bahia, estava feliz. Ele era uma pessoa muito educada, muito boa, sensível. Era um artista nato”, observou.
Admiradora declarada de Joaquim Nogueira, a artista plástica Adriana Drummond lamentou a perda do amigo. “Apesar de sermos de geração diferentes, assim mesmo, tive contato com ele. Acho que é uma perda muito grande, pois é um artista com ideias inovadoras, que rompeu barreiras com sua arte, que se vai. Sete Lagoas era pequena para caber um artista como Joaquim Nogueira e ele foi muito mais além”, afirmou Adriana.